Sem mais eira de aqui escrever,
Apenas um amianto de barbas tórridas.
Te Pareces muito formal, muito parnasiano?
Te parece que algo foi além, que aqui foi encontrado um altar?
Sem vocábulos, apenas com o vazio.
A vida já não basta, a fala se foi,
A escrita é uma perca. Uma degenaração de mim?
Algum leitor intruso e sem algum sentir ardente lê tais blasfêmias?
Que chatice, sempre voltando com as mesmas perguntas.
Desejo incansável de não mais querer estar nessas letras.
Ouço um ruido suave em meu grotesco coração.
Não choro mais como antes
Com lágrimas.
Hoje choro com plasma, com sorriso escondido no pranto.
Mas você raro leitor, o que quer?
Não quer encontrarme em teus abismos?
Te desejo como um demônio diurno,
correndo atrás do amor descontente.
Quer compartilhar?
Compartilhe tua aliança.
Pensas, que soberbo autor!
Ou talvez pseudo algo.
Meu tenro leitor que aí não estás
venha, se aventure na decadência enraizada de nós.
Vamos, é preciso coragem.
Não quero apenas devorar tua carne aquecida em brando nevoeiro.
Quero uma força que apenas você, leitor inexistente
quer e insiste em não me dar.
Sou ossos, quero lágrimas,
choro desejos.
De: Paulo Ricardo M. Xavier
pode ser um ano...
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sinto...
a necessidade de escrever, sem ter o conteúdo necessário,
as idéias já não afloram mais como à um ano atrás...
o tempo passa e deixa marcas, marcas ...
9 meses atrás




