domingo, 12 de julho de 2009

Mayane.

Onde encontrar?
Ah, mais uma vez, aqui, perguntando.
Pergunto, não por não saber, mas por não ter ainda encontrado.
Fico atônito com seu nao revelar-se.
Não quero querer-te mais que uma flor de lótus deseja o pântano.
Vejo apenas sua ocultação.

Onde ver tais olhos não físicos?
Sinto toda vitalidade de teu não querer,
toda sombra inocente dessa luz púrpura que te cerca.
Versos íntimos, melancólicos talvez.
Paixão?
O que significa tal conceito?

Agora estou sem conter meu espírito que vive ou morre.
Mas tudo pode ter sido bem feito se encontrei mais um ser ,
um único ser novamente, que paga todo sofrimento que possa ter sido.
Nome inconsolável, encorajado.
Maya de meus olhos e Era de meus poros.
Eis o velamento de mim.

Paulo Ricardo M. Xavier

0 comentários: